Pronunciamento de Rodrigo Cunha gera debate sobre assistência às mulheres vítimas de violência

por Comunicação/ALE publicado 05/12/2017 21h55, última modificação 06/12/2017 00h00

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 05, o deputado Rodrigo Cunha (PSDB) fez um balanço sobre as audiências públicas, de sua autoria, que discutiram o encerramento do sinal analógico de TV em Alagoas e a assistência às mulheres vítimas de violência no Estado, sendo a última a de maior destaque na fala de Cunha. Segundo ele, com os debates, ocorridos nos dias 27/11 e 01/12, respectivamente, foi possível tirar algumas deliberações, como por exemplo, o encaminhamento de uma indicação apelando à Comunicação Social do Executivo para que tenha um olhar social voltado para as mulheres e promova campanhas educativas falando sobre seus direitos e cidadania.

“Um dos pontos que merece a reflexão do Governo, é no que diz respeito aos centros de apoio à mulher vítima de violência. São cinco em todo Estado e realizam em torno de 40 atendimentos mensais. Ou seja, temos cinco centros compostos por uma equipe multidisciplinar, que presta cerca de 8 atendimentos por centro”, observou o parlamentar, destacando o quanto é insignificante o quantitativo de atendimento diante da demanda.

Rodrigo Cunha observou que a violência contra a mulher merece um olhar diferenciado por parte do Governo do Estado. “Tendo em vista que a violência que é cometida contra o homem é praticada na rua, feita por um desconhecido. Já a violência que é praticada contra a mulher é aquela que é realizada dentro de sua casa, por conhecidos, por aquele que, na maioria das vezes, é o que a vítima tem confiança”, observou o parlamentar.

Em aparte, a deputada Jó Pereira (PMDB) se solidarizou com o pronunciamento de Cunha e destacou a importância da audiência sobre o tema. A parlamanter também lamentou a ausência de uma estrutura necessária para o atendimento da mulher vítima de violência bem como a instalação de mais delegacias especializadas. “Que hoje são necessárias para as mulheres denunciarem e se sentirem mais seguras”, disse Jó, reforçando a necessidade de um maior investimento em educação, principalmente no que diz respeito a questão da igualdade de gênero.

Ainda em aparte, o deputado Ricardo Nezinho (PMDB) também destacou a importância das campanhas educativas no combate a violência contra a mulher. “Um ponto salutar e importante é a informação e profilaxia através das campanhas”, destacou Nezinho, lembrando que, através dessas campanhas, Arapiraca – que ocupava o 5º lugar no ranking da violência contra a mulher no País, em 2002 - caiu para a 146ª posição em 2015.
Outro que se posicionou sobre o tema foi o deputado Francisco Tenório (PMN). Ele observou que, apesar da Delegacia da Mulher de Arapiraca também atender crianças e adolescentes, isso não seria um problema, tendo em vista que os tipos de violência são correlatos. “O que existe é uma grande demanda para apenas uma delegada. Há uma carência de delegados no Estado”, observou.

O deputado Edval Gaia Filho (PSDB) disse que a Casa deveria discutir mais sobre o tema, apontando a necessidade de uma Delegacia da Mulher em Palmeira dos Índios. “Desde que cheguei a essa Casa, há doze anos, foi feito um pleito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Palmeira dos Índios, para levar uma Delegacia da Mulher para o município, e até hoje, por mais requerimento que tenha sido feito, nunca conseguimos implantá-la”, informou Gaia.

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