Desabastecimento no Hospital Geral do Estado é tema de audiência pública na Assembleia

por Comunicação/ALE publicado 12/09/2017 13h43, última modificação 12/09/2017 13h43

O desabastecimento de insumos no Hospital Geral do Estado (HGE) foi tema de debate durante audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 12. De iniciativa do deputado Rodrigo Cunha (PSDB), o objetivo da sessão foi reunir os atores envolvidos para diagnosticar os reais problemas que afligem o maior hospital de emergência do Estado, e buscar as respectivas soluções. “O que buscamos aqui é identificar onde estão as falhas e contribuir com soluções, dentro de prazos determinados. Assim o Parlamento cumpre seu papel, usando sua principal prerrogativa, que é o de fiscalizador”, declarou Cunha.

De acordo com o parlamentar, o desabastecimento no HGE é recorrente e afeta a qualidade da prestação de serviço aos usuários da saúde em Alagoas. Daí a necessidade de buscar uma solução para equacionar o problema, que na opinião de Rodrigo Cunha passa pelo atual modelo de gestão. “Há muito ouvimos que a situação do HGE não tem saída. E isso não entra na minha cabeça. Acredito que a solução não está na construção de novos hospitais, tendo em vista que há dificuldades em manter os que já existem. Por isso, buscamos identificar essas falhas”, observou o propositor da audiência pública.

Rodrigo Cunha lamentou a ausência de representantes da Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas), da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), da empresa TCI BPO, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), do (Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM/AL), do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) e do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), já que todos foram convidados para o evento. “Seriam figuras importantes no debate”, observou Cunha.

No cargo há cerca de três semanas, a gerente geral do HGE, Marta Mesquita, contou que ao assumir a função, algumas medidas já haviam sido tomadas para resolver a questão do desabastecimento. “Hoje tenho conseguido manter a instituição sem grandes falhas”, assegurou, informando em seguida que a aquisição de medicamentos e correlatos esbarra na burocracia. “Acredito eu que deve ter acontecido várias falhas, mas algumas ações emergenciais foram tomadas. Atualmente, a minha preocupação é com o abastecimento daqui para frente”, disse Marta Mesquita, acrescentando ser muito difícil fazer o planejamento para aquisição de mantimentos, medicamentos e correlatos para um hospital do porte do HGE. “Onde não se consegue, sequer, dimensionar o número de atendimentos, fica inviável para qualquer gestor; é difícil não haver desabastecimento de alguns itens”, observou a gerente do HGE.

O presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), Jesonias da Silva, disse ter observado uma pequena melhora no que diz respeito ao suprimento de insumos e medicamentos no HGE, muito embora longe ainda do desejado. Ele ressalta que dentre os problemas conjunturais do HGE, não passa apenas pela questão do abastecimento. “O Conselho externou, por várias vezes, que o problema do desabastecimento é consequência de uma série de problemas que vem sendo carreado para dentro da unidade de emergência, sendo a superlotação um deles”, declarou Silva, destacando que a rede hospitalar como um todo é deficiente. “O Conselho espera uma ação concreta de Governo, não mais para continuar fazendo reuniões, audiências públicas e o povo morrendo nos hospitais por falta de tudo. Esse é o sentimento que eu trago por parte da sociedade. Queremos uma resposta”, cobrou Jesonias Silva.

A audiência pública contou com a participação dos deputados Inácio Loiola (PSB), Leo Loureiro (PPL) – este integrante da Comissão de Saúde da Casa –, Isnaldo Bulhões (PMDB), Ronaldo Medeiros (PMDB) e Bruno Toledo (PROS). Além deles, também estiveram presentes a representante do Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Sylvana Medeiros Torres e outras entidades representativas do setor.

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