Audiência debate políticas públicas de prevenção e tratamento do HIV/AIDS

por Comunicação/ALE publicado 03/12/2018 16h05, última modificação 03/12/2018 16h06

Com o objetivo de chamar a atenção para a conscientização das políticas públicas de prevenção e atenção aos portadores de HIV/AIDS, a Assembleia Legislativa, em parceria com a Câmara Municipal de Maceió, abraçou a campanha “Dezembro Vermelho” e realizou, nesta segunda-feira, 3, uma audiência pública para discutir estratégias de combate à AIDS. Ao final da audiência, que foi proposta pelo deputado Rodrigo Cunha (PSDB) e pela vereadora Tereza Nelma (PSDB), ficou deliberado que haverá uma maior fiscalização sobre a aplicação dos recursos voltados ao tratamento das pessoas infectadas com o vírus HIV e tentar sensibilizaro o poder público no sentido da manutenção e ampliação do trabalho preventivo.

“Hoje nós tratamos do ‘Dezembro Vermelho’, em que o País se mobiliza para chamar a atenção do combate e na prevenção do HIV/AIDS. Em alguns estados o número de portadores vem aumentando, cabe a nós, como Poder Legislativo, chamar a atenção das pessoas para esse tema”, observou Rodrigo Cunha.

Idealizadora da campanha “Dezembro Vermelho” em Maceió, a vereadora Tereza Nelma reforçou a importância da audiência. “Se nós fizermos um trabalho junto com o tratamento do HIV não teremos pessoas com Aids. Então é muito importante que conscientizemos a sociedade. Eu e o deputado Rodrigo Cunha direcionamos a audiência nesse sentido, em divulgar que o vírus HIV preciso de tratamento”, disse a vereadora.

Na contramão do que ocorreu no Brasil, que apresentou uma redução de 16% no número de casos de AIDS, conforme Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, Alagoas registrou um aumento dos casos de HIV, no ano passado. Foram 776 ocorrências em 2017, contra 617 em 2016. Em 2018, até o mês de junho, foram notificados 382 casos de HIV.

Diante disso, a coordenadora estadual de Doenças Sexualmente Transmitidas - DST/AIDS, Sandra Gomes, informou que esse aumento se deve a ampliação do número de testes realizados pela Secretaria de Saúde. “Precisamos, cada vez mais, acessar as pessoas, principalmente assintomáticas, para que elas realizem o teste rápido”, informou a coordenadora. “Não é basicamente um aumento do número de casos de pessoas infectadas e sim um aumento de pessoas identificadas, visto que o HIV pode circular por meses ou anos no organismo da pessoa sem que ela sinta algum sintoma”, justificou Sandra Gomes, destacando a importância do debate realizado pela Assembleia Legislativa.

De acordo com a coordenadora, o Estado oferece três centros de referência para o tratamento da doença: o Hospital Hélvio Auto, o Bloco I do PAM Salgadinho e o Hospital Universitário. “Temos também os municípios de Arapiraca e Palmeira dos Índios que já atendem os portadores do HIV residentes nas localidades e, inclusive, pactuamos com os gestores das cidades para que, a partir de 2019, estendam a assistência para a região”, informou Sandra Gomes.

Para o presidente do Grupo Gay de Maceió, Messias Mendonça, esse momento é de fazer um chamamento e de conscientizar as pessoas para o perigo do vírus da AIDS, lembrando que Alagoas encontra-se em 5º lugar no ranking dos estados que apresentam o maior índice de infectados. “Parece que as pessoas se esqueceram da prevenção, por isso chegamos a esse número de infectados. São três diagnósticos por dia aqui em Alagoas”, observa Mendonça, mostrando-se preocupado com o avanço da doença.

A audiência pública contou ainda com a participação do deputado Galba Novaes (MDB); do presidente do Conselho de Direitos Humanos da OAB/AL, Ricardo Moares; e do fundador do Movimento LGBT do Estado de Alagoas, Marcelo Nascimento.

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