Cabo Bebeto alerta para resultados preocupantes da qualidade da água no Complexo Lagunar

por Comunicação/ALE publicado 26/04/2022 11h04, última modificação 26/04/2022 11h04

Na sessão ordinária desta terça, 26 de abril, o deputado Cabo Bebeto (PL) demonstrou preocupação após uma conversa que teve com moradores do Flexal de Baixo, Flexal de Cima e parte da rua Marquês de Abrantes. A região, banhada pela Lagoa Mundaú, é uma das atingidas pela mineração da Braskem. Além dos problemas estruturais, provocados pelo afundamento do solo, houve ainda o surgimento de uma mancha branca na água, o que chamou a atenção de moradores. "Foi feita a coleta deste material e, diante da análise realizada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), preocuparam-me os números apresentados", disse o deputado.

"O pH ideal da água é entre 6 e 9. O apresentado já está em 8.58. A turbidez (nível de transparência) é de 5 e a lagoa apresenta 30,51 NTU, seis vezes mais alto. O tolerável para amônia é 1,50 e apresentou 2,26. O sulfato é 250, mas está em 388. Fosfato: 0,86, mas está em 4,26. Todos os números, como cádmio e zinco, também bastante alterados", declarou o parlamentar

A qualidade da água, com índices longe dos desejados, levou Cabo Bebeto à conclusão de que não há ação do Governo do Estado para salvar aquele complexo. Ele lembrou que uma emenda de sua autoria retirava recursos da Secretaria de Comunicação (Secom) e destinava para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal). "Isso já foi aprovado, está no orçamento da Fapeal, mas o gabinete do Governo do Estado não autoriza",  afirmou Cabo Bebeto, ressaltando que esse seria um caso de negligência por parte do Poder Executivo.

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