Cabo Bebeto critica concessão de segurança policial a sócio de construtora acusada de golpe
Durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 5, o deputado Cabo Bebeto (PL) criticou o Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas (Conseg/AL), o Governo do Estado e a Justiça por concederem segurança policial a um sócio de construtora acusada de dar um golpe de mais de R$ 50 milhões em Arapiraca.
De acordo com o parlamentar, um dos sócios da construtora teria sido responsável pela venda fraudulenta de imóveis, além de outras negociações que causaram prejuízos aos clientes e que levaram a empresa a entrar em recuperação judicial. “Quem tomou prejuízo terá que esperar, ter paciência e abrir mão de uma parcela dessa perda financeira. Porque assim é o entendimento do direito quando há recuperação judicial de uma empresa”, observou Bebeto.
No entanto, o deputado disse que foi informado por algumas das pessoas lesadas que um dos sócios da empresa está tendo segurança policial fornecida pelo Estado e autorizada pelo Conseg. “Policiais estão fazendo a segurança de um desses sócios que causou um prejuízo de R$ 50 milhões para muitos homens e mulheres de bem, e o Estado está, agora, protegendo quem lesou as pessoas”, criticou o parlamentar, chamando o fato de inversão de valores.
“Fica aqui a minha crítica ao Conseg, ao Governo do Estado e à Justiça, porque, se foi feito isso, é porque há algum amparo legal, mas isso precisa ser revisto”, cobrou Bebeto.
Na sequência, o deputado também criticou as prisões de dois sargentos da Polícia Militar de Alagoas, por considerá-las injustas. “Recebi a informação de que dois sargentos do 3º Batalhão da Polícia Militar foram presos administrativamente”, contou o parlamentar.
"Para quem não conhece o militarismo, ele é um sistema arcaico, ultrapassado e abusivo, que se aproveita de uma lei antiga que não cabe mais hoje e que dá brecha para que pessoas sejam presas de forma sumária, sem o devido processo legal e o direito ao contraditório. E é isso que está acontecendo agora no 3º Batalhão”, criticou Bebeto, informando que os policiais militares ficarão detidos por 72 horas, por conta de conversas em aplicativos de redes sociais.