Cibele Moura se posiciona contra avanço de alunos sem desempenho mínimo em colégio militar
A deputada Cibele Moura (MDB) fez um apelo à Justiça de Alagoas, nesta quinta-feira, 25, durante discurso no plenário da Assembleia Legislativa, contra a possível implementação da progressão parcial obrigatória no Colégio Tiradentes, unidade do Colégio Militar do Estado. Segundo a parlamentar, tramita no Poder Judiciário de Alagoas uma ação civil pública que pode determinar a adoção da progressão parcial na instituição.
Na prática, explicou Moura, a medida impediria que alunos do colégio militar repetissem o ano letivo, mesmo sem atingir o desempenho necessário em determinadas disciplinas. "Não vamos normalizar que alunos que não sabem Português, Matemática, História, Geografia ou Inglês passem de ano apenas para melhorar números na educação do País”, afirmou a deputada.
A deputada também mencionou iniciativas legislativas em tramitação na Casa relacionadas às escolas militares. Entre elas, um projeto de lei aprovado, de autoria do deputado Cabo Bebeto (PL), que inclui as escolas militares no escopo da Polícia Militar, em vez de vinculá-las à Secretaria de Educação. Além disso, destacou proposta de sua autoria que busca garantir maior autonomia às instituições militares de ensino.
Cibele Moura argumentou que a aprovação automática representaria, em sua avaliação, uma “maldade do poder público” com os estudantes e suas famílias. Para ela, permitir que o aluno avance de série sem domínio do conteúdo compromete tanto o aprendizado individual quanto a qualidade do ensino oferecido à sociedade. Durante o discurso, a parlamentar defendeu que o Colégio Militar de Alagoas mantenha o modelo atual, que, segundo ela, tem apresentado resultados positivos, citando como exemplo o desempenho recente da instituição em vestibulares, com três alunos do terceiro ano aprovados no curso de Medicina e notas superiores às de diversos institutos federais. “A escola militar de Alagoas é um orgulho quando se fala em educação. Se premiarmos quem não se esforçou, estaremos punindo quem quer estudar e também a sociedade alagoana”, declarou.