Deputados debatem consequências da privatização dos serviços da Casal para os municípios

por Comunicação/ALE publicado 24/02/2021 13h35, última modificação 24/02/2021 15h41

Na sessão desta quarta-feira, 24, os deputados Silvio Camelo (PV) - líder do Governo -, Jó Pereira (MDB) e Antonio Albuquerque (PTB) debateram, em aparte, o discurso do deputado Davi Maia (DEM), a destinação dos recursos que serão gastos com a outorga da venda da concessão da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) da região metropolitana. O leilão, ocorrido em setembro do ano passado, aconteceu na bolsa de valores B3, em São Paulo, e foi vencido pela BRK Ambiental, com um lance de R$ 2,009 bilhões.  

O deputado Silvio Camelo disse que a discussão é salutar, porém, o debate era para ter sido feito antes do leilão e de todo o processo. “Entendo que não se pode mudar a regra do jogo depois dele ser jogado, embora se possa ainda ter discussões e sugestões que podem ser debatidas. Vale lembrar que todos os prefeitos foram ouvidos sobre a forma de como gastar estes recursos”, destacou. A deputada Jó Pereira destacou que o tema precisa ser melhor debatido e defendeu a união dos Poderes Legislativo e Executivo, para que decidam a destinação dos recursos. “Precisamos garantir políticas públicas, e estes recursos precisam ser utilizados em saneamento, o que interfere diretamente na política de saúde. Os recursos não podem ser gastos de forma açodada, mas sim beneficiar os 102 municípios alagoanos”, afirmou.

O deputado Antonio Albuquerque disse que a gerência dos recursos deve ser feita pelo Estado, por meio do governador. Porém, defendeu que todos os envolvidos se sentem para debater o assunto, lançando um olhar diferente para cada município. Albuquerque disse que foi procurado pela prefeita da Barra de Santo Antônio e pelo prefeito de Messias, que estão preocupados com a destinação dos recursos. “Segundo a prefeita da Barra, o sistema de água e de esgoto do município é autônomo e seus servidores, pelo tempo que estão lá, têm uma média salarial muito acima do que é pago naquela cidade e, neste caso, acredito que o município terá duas alternativas: incorporá-los ao quadro de servidores com salários destoantes aos demais funcionários ou indenizá-los, o que deve representar um valor gigantesco”, explicou. 

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