Futuro e financiamento da Ufal são debatidos em audiência pública

por Comunicação/ALE publicado 08/10/2019 22h25, última modificação 08/10/2019 22h25

“Futuro e financiamento das universidades federais: Para onde estamos caminhando?”. É esse o tema da audiência pública que acontece nesta quarta-feira, 9 de outubro, às 8h30, no plenário da Assembleia Legislativa. A discussão é promovida conjuntamente pela 4ª Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Turismo e pela 14ª Comissão de Criança e Adolescente, Família e Direitos da Mulher, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a deputada federal Tereza Nelma (PSDB/AL).

A abertura da audiência será conduzida pelos presidentes da Comissão de Educação e da Comissão da Mulher, respectivamente, deputados Marcelo Beltrão (MDB) e Jó Pereira (MDB), e pela deputada Tereza Nelma.

Em seguida, a reitora da Ufal, Maria Valéria Correia, deve explanar sobre a situação financeira da Universidade e as necessidades para garantir a continuidade das ações, projetos de pesquisa e extensão e do funcionamento da instituição como um todo. A ideia é apresentar também aos parlamentares e demais presentes, por meio de dados, a importância da Ufal para o Estado e a necessidade do apoio da Assembleia Legislativa em defesa dela.

Antes da abertura para as intervenções da plenária e da mesa de honra, pesquisadores da Universidade irão apresentar um panorama dos projetos de impacto para Alagoas.

Programa federal
Analisado e debatido nas universidades desde que foi anunciado, em julho deste ano, o programa Future-se, do governo federal, também deve ser abordado durante a audiência pública.

Em nota divulgada no domingo, 6, a diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) criticou pontos do projeto, de adesão voluntária, que prevê a gestão das instituições públicas de ensino superior por meio de organizações sociais e visa fazer com que as universidades busquem recursos junto à iniciativa privada. Adufal alertou que, ao tempo em que exige que as universidades abram mão de forma voluntária de suas prerrogativas constitucionais, o programa não prevê de forma concreta nenhuma nova fonte de recursos para as universidades públicas e retira delas a gestão de seu patrimônio.

São aguardadas as presenças de parlamentares das diversas esferas, lideranças políticas, professores, estudantes e representantes sindicais na audiência pública.

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