Rodrigo Cunha cobra políticas de valorização e de combate à violência contra as mulheres

por Comunicação/ALE publicado 09/03/2017 21h15, última modificação 09/03/2017 21h15

Como parte das comemorações alusivas ao Dia Internacional da Mulher – 8 de março – o deputado Rodrigo Cunha (PSDB) cobrou do Governo do Estado políticas de valorização e de combate à violência contra as mulheres. Em pronunciamento, o parlamentar disse que gostaria que as mulheres alagoanas e brasileiras pudessem comemorar a data como símbolo de que a luta pela igualdade tivesse chegado ao fim. “Contudo, em pleno 2017, os números da violência contra a mulher assustam, desnorteiam. Vivemos em um país onde mais de 500 mulheres sofrem agressão por hora”, observou Cunha.

Para ilustrar sua fala, Cunha resgatou pronunciamento do governador Renan Filho, na Câmara Federal, em 2013, quando ainda exercia o cargo de deputado federal. Na ocasião, segundo Rodrigo Cunha, Renan Filho fez uma avaliação do relatório da Comissão Mista Parlamentar Inquérito (CPMI) de Violência contra a Mulher, e se dizia bastante entristecido com os dados apontados, sobretudo no que se referia ao Estado de Alagoas, como por exemplo: a falta de serviços de atendimento à mulher vítima de violência, principalmente no interior alagoano, e que o Estado só contava com três delegacias especializadas, sendo duas em Maceió e outra em Arapiraca, porém nenhuma funcionando no período noturno ou finais de semana, além de que, a casa de abrigo, o centro de referência e apoio à mulher, o juizado de violência domestica e a defensoria pública especializadas, todos estão situados na capital e prestam um serviço que é insuficiente ao atendimento às vítimas.

“Diante disso, me pergunto: o que mudou? Já passamos da metade do mandato do senhor governador e a estrutura é a mesma, enquanto isso, os números da violência contra a mulher só crescem”, cobrou o deputado, acrescentando que o Estado permanece com as mesmas três delegacias da mulher, que funcionam nas mesmas localidade, horários e condições. “Ou seja, uma mulher não tem acesso a atendimento especializado em pleno fim de semana”, reforça Cunha.

Audiência pública
Em aparte, a deputada Jó Pereira (PMDB) se solidarizou com o discurso do colega, parabenizando-o pela preocupação com a situação da mulher. Ela informou que está promovendo uma audiência pública com o tema: “Mulheres, lutas e conquistas e os desafios para os próximos anos”, que será realizada na próxima segunda-feira, 13, às 15 horas, no plenário da Casa. “Essa audiência tem como objetivo traçar um mapa da rede de proteção à mulher, no Estado, com a participação do Conselho Estadual do Direito da Mulher. Traçando essa estrutura podemos visualizar os pontos nos quais precisamos avançar nos próximos anos”, informou a parlamentar.

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