Ronaldo Medeiros critica mudanças trabalhistas na Argentina
Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 25, o deputado Ronaldo Medeiros (PT) criticou a reforma trabalhista que está sendo implantada pelo presidente da Argentina Javier Milei, considerado de extrema direita, que amplia a jornada de trabalho para 12 horas, limita o pagamento de abonos e o direito de greve dos trabalhadores daquele País. “E horas extras? Essas vão ficar num banco de horas, guardadas para um dia serem compensadas quando o patrão quiser”, disse o parlamentar, comparando a medida à retomada do trabalho escravo. Medeiros também destacou a estreita relação entre o Governo Milei a extrema direita brasileira.
“É isso também que a extrema direita quer aqui no Brasil. Que o trabalhador perca seus direitos, assim como os argentinos estão perdendo. Que o trabalhador não tenha 13º e que tenha suas indenizações reduzidas”, comparou Ronaldo Medeiros, acrescentando que na Argentina, de acordo com a nova reforma trabalhista, o empregado pode fazer o acordo salarial sem a participação dos sindicatos.
Ao criticar a reforma trabalhista Argentina, o parlamentar informou que o Governo do presidente Lula pretende, por meio de projeto de lei, extinguir a jornada de trabalho na escala seis por um. “É quando o trabalhador só tem direito a um dia de folga semanal. E a extrema direita aqui no Brasil, deputados e senadores, torcem para que a escala seis por um não seja modificada”, criticou o petista, reforçando que seu partido, o PT, e as demais legendas de esquerda, defendem que o trabalhador brasileiro tenha direito há dois dias de folga, ou seja, a escala cinco por dois.
“Na Europa já se fala na escala quatro por três; e aqui no Brasil a extrema direita quer manter a escala seis por um. Nós, o Partido dos Trabalhadores, a Febrasil e outros partidos da base aliada ao Governo do presidente Lula, vamos aprovar a escala cinco por um”, assegurou o deputado Ronaldo Medeiros, lembrando que o Governo Federal já conseguiu aprovar, no ano passado, matérias que beneficiam o trabalhador brasileiro, citando como exemplo a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e descontos proporcionais para quem recebe acima desse valor. “Foi um acréscimo na renda do trabalhador, para que ele possa colocar mais alimento na sua mesa, fazer uma poupança ou realizar algo que seja do seu interesse, como viajar com a família, por exemplo”, completou Medeiros.