Setembro Dourado: Sessão debate importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil

por Comunicação/ALE publicado 09/09/2019 21h32, última modificação 09/09/2019 21h32

Neste mês acontece a campanha Setembro Dourado, que alerta sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. Todos os anos, segundo dados da Agência Internacional de Pesquisa Sobre o Câncer, mais de 400 mil crianças e adolescentes são diagnosticados com câncer infantil. Neste sentido, atendendo a uma proposta da deputada Fátima Canuto (PRTB) e da bancada feminina, a Assembleia Legislativa realizou nesta segunda-feira, 9, uma sessão especial para debater o assunto. O evento contou com as palestras das médicas Suzana Marinho, que falou sobre a “evolução do serviço de oncologia do Estado de Alagoas”; Aishá Góis, que abordou o tema “fluxos de acesso”; e Roberta Fernandes Marinho, que explanou sobre o programa do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. A sessão foi aberta com a apresentação do Coral Consciente, da cidade de Pilar, regido pela professora Angélica Nascimento.

Fátima Canuto destacou que as pesquisas apontam o câncer como a segunda causa de morte entre crianças e adolescentes até os 19 anos. “Essa sessão não é motivo de alegria, é motivada pela necessidade de cumprir o nosso verdadeiro papel, que é trazer para esta Casa, discussões que, às vezes, não são as mais interessantes, mas são as mais importantes", afirmou.

A deputada lembrou que tudo começa pela saúde, pela educação, pelo mínimo que a Constituição Federal estabelece e, que em grande parte, não é realidade em nosso país. “Cada vez eu vejo que os gestores devem ter mais responsabilidades e comprometimento. Todas as indicações e propostas que foram apresentadas nesta sessão e que possam salvar vidas serão encaminhadas a todos os gestores da área da saúde”, destacou.

Suzana Marinho, coordenadora do Serviço de Oncologia Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, alertou que o câncer infanto-juvenil tem um rápido desenvolvimento, por conta disso a demora nesse diagnóstico pode ser fatal. “Antigamente as dificuldades eram imensas, no que tange a oncologia pediatra em Alagoas e muito aquém do restante do país, agora estamos equiparados aos grandes centros, onde usamos os mesmos protocolos, temos instalações satisfatórias para os pacientes, casas de apoio para que eles fiquem hospedados e conseguimos fazer o mesmo tratamento que são feitos nas maiores cidades do país.", afirmou.

De acordo com a gestora da linha de cuidados ao paciente oncológico da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, Aishá Alves Góis o Estado tem profissionais que estão na linha de frente da assistência e que possuem uma grande sensibilidade às necessidades e fragilidades do paciente. Ela disse que isso é um grande e importante diferencial no tratamento do câncer.

Roberta Fernandes, coordenadora de projetos da Associação dos Pais e Amigos dos Leucêmicos de Alagoas (Apala), falou que é preciso propagar a necessidade do diagnóstico precoce, já que quanto mais cedo o caso é identificado, mais chance tem de cura. Ela disse também que o suporte é fundamental para que o paciente consiga enfrentar o tratamento.

Também participaram da sessão, os deputado Léo Loureiro (PP), Ângela Garrote (PP), Jó Pereira (MDB), secretários municipais de Saúde, representantes de diversas entidades do segmento, da Associação dos Pais e Amigos dos Leucêmicos de Alagoas, entidades que tratam do assunto e membros da sociedade civil.

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